Tecnologias novas formas de aprender - por Fabiana Juvêncio

Tecnologias novas formas de aprender - por Fabiana Juvêncio

TECNOLOGIAS NOVAS FORMAS DE APRENDER

 

Para se desenvolver a autonomia do aluno e promover a ampliação do conhecimento de forma crítica e livre, em que o professor articula esse conhecimento, criando situações colaborativas favoráveis, propiciando aos alunos múltiplas possibilidades de atuarem (Morin, 2001). Vale ressaltar que, os professores ao criarem situações favoráveis à autonomia, oferece um espaço para confronto de visões, de opiniões, discussões abertas, debates, livre reflexão, reorganização dos saberes (Vygotsky, 1982). Cada vez mais, os ambientes pessoais de aprendizagem e os portfólios individuais ganham reconhecimento acadêmico e institucional.

Ao professor recai a responsabilidade de dominar estas ferramentas abertas, flexíveis e interativas, recorrendo a abordagem multidisciplinares que o preparem para o futuro (Coutinho & Bottentuit Junior, 2007). Neste sentido, o professor deve proporcionar uma nova forma de ensinar, mais motivadora e desafiante (Silva & Martins, 2000). O professor passará a desempenhar o seu papel de forma facetada, desenvolvendo competências 2.0. Segundo Auilo (2009, apud Witham, s.d.), a relação professor/aluno deve ser cultivada a cada dia, pois um depende do outro e assim os dois crescem e caminham juntos. É nessa relação madura que o professor deve ensinar que a aprendizagem não ocorre somente em sala de aula, mas a todo momento.

Segundo Siemens (2005), a aprendizagem deve ser centrada no aluno criando novas metodologias de ensino adaptadas às novas realidades de desenvolvimento tecnológico e a sociedade organizada em rede. Porém, para a Fundação MacArthur (2011), os jovens passam grande parte do seu tempo em volta dos médias. Estudando como eles usam esses médias, poderemos como educadores saber como incentivá-los a usar essas capacidades para adquirir conhecimentos que são esperados deles no ensino formal, nomeadamente a nível de criatividade, civismo e socialização, conhecimento esse que deverá ser igualmente usado na sua vida futura (Jenkins em The 21st Century Learner)

De acordo com Richardson (2000), as novas formas de ensino passam pelo PLN (Personal Learning Network), em qualquer tipo de educação. Um PLN passa por contatos sociais, com pares ou com especialistas, ou seja, os nossos contatos são o nosso PLN, tornando a partilha e a colaboração que se pratica online seja rápida e simples (Klingensmith, 2009).

Bruner (1971) cabe ao processo educativo auxiliar nessa transformação favorecendo assim o domínio da linguagem digital desenvolvendo potencias e estruturas competentes essenciais para participação permanente nas redes sociais. O Ponto de Cultura oferece aos estudantes frequentadores deste espaço, recursos tecnológicos existentes na sociedade digital criando a oportunidade de inseri-los ao seu cotidiano junto a prática e por isso é utilizando a metodologia do aprender-fazendo. Acreditamos que a prática relacionada às novas tecnologias é a peça principal na eficácia do aprendizado.

Computador e Internet sendo inseridos na rotina das Instituições educativas trazem questionamentos para os professores, na medida em que favorecem a colaboração de estratégias pedagógicas e ampliam as oportunidades para o acesso à informação, à participação, à ampliação de redes e para o processo de ensino aprendizagem. Pedro Demo (2002) advoga que à medida que o aluno é levado a “fazer” conhecimento, saindo da posição de quem apenas adquire, recebe pela via da reprodução, aprende a preocupar-se com a metodologia científica.

As TIC’s trazem inovadas maneiras de pesquisar, de escrever e de estudar, e as relações entre os educadores e seus educandos estão sendo repensadas e avaliadas pelo fato, em alguns casos, do uso indevido dessas tecnologias.  O uso correto desses recursos é que contribuirá com transformações no ensino superior, usadas tanto pelo aluno/concluinte de curso como pelo seu orientador/professor.

Sendo assim, novas ferramentas com potencialidades imensas surgem todos os dias no mundo virtual, nomeadamente em termos de interação e construção coletiva de conhecimentos. Em um processo no qual a comunicação é constante, ocorrem trocas de informações e o aluno participa na construção de sua aprendizagem e na organização do trabalho escolar junto com o professor. "O professor, com acesso as tecnologias telemáticas pode se tornar um orientador/gestor setorial do processo de aprendizagem, integrando de forma equilibrada a orientação intelectual, a emocional e a gerencial" (Moran; Masetto; Behrens, 2000).

De acordo com a Lei Brasileira de direitos autorais (Lei n. 9.610) que estabelece na reprodução de um texto, mesmo que referindo sua fonte, mas sem consentimento do autor, pode estabelecer crime de violação de direitos autorais. Assim, a elaboração de todo e qualquer trabalho acadêmico deve ter redação própria sem cópia indiscriminada de outra pessoa.

Sendo assim, a construção colaborativa de Pallof e Pratt (2002) é entendida sob a perspectiva de quando os alunos trabalham em conjunto, isto é, colaborativamente, produzem um conhecimento mais profundo e, ao mesmo tempo, deixam de ser independentes para se tornarem interdependentes. Os aprendizes constroem conhecimento de modo mais significativo, desenvolvem habilidades intra e interpessoais ao trabalharem colaborativamente e interagirem, pois o conhecimento é, então, construído conjuntamente, ou seja, co-construído, porque existe interatividade.

Sendo um recurso tecnológico inovador implantado recentemente em algumas Instituições de Ensino Superior para acompanhamento e combate ao plágio utilizado com afinco nos diversos cursos em andamento. No momento, apesar de ainda não termos dados estatísticos, percebe-se que a preocupação e dedicação dos alunos na elaboração dos trabalhos acadêmicos vem sendo realizada com uma melhora acrescida de pesquisas e sendo assim, elevando-se o nível acadêmico.

 

 REFERÊNCIAS

 

 

Auilo, C. (2009). O papel do professor. Obtido em 7 de 12 de 2011, de Educação é Tudo!: https://eduq.wordpress.com/o-papel-do-professor.

BRUNER, J. The culture of education. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1996.

Carvalho, A. A. (2008). Manual de Ferramentas Web 2.0 para professores. (ME- DGIDC, Ed.) Obtido em 12 de 9 de 2011, de https://www.crie.min-edu.pt/publico/web20/manual_web20-professores.pdf

Demo, P. (2002). Complexidade e aprendizagem: a dinâmica não linear do conhecimento. São Paulo: Atlas.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 28 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

GASPARIN, J. L. Uma didática para a pedagogia histórica-crítica. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2005

GRINSPUN, M. P. S. Z. (org.). Educação tecnológica: desafios e perspectivas. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001.

Lévy, P. (1999). A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola. ______. 

(1994). A inteligência colectiva - Para uma antropologia do ciberespaço. Tradução Fátima Leal Gaspar e Carlos Gaspar. Lisboa: Ed. Instituto Piaget.

LIBÂNEO, J. C. Pedagogia e pedagogos pra quê? 10 ed. São Paulo: Editora Cortez, 2008.

LIBÂNEO, J. C. Adeus professor, adeus professora? novas exigências educacionais e profissão docente. 6. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2002.

Marygrace (2008) Possibilidade de uso da Web 2.0 na educação [Apresentação]. Em Slideshare, obtido a 12 de 9 de 2011 em https://www.slideshare.net/marygrace/possibilidades-de-uso-da-web-20-na-educacao

MORIN, E. A Cabeça Feita: repensar a forma, repensar o pensamento. 5ª Ed. Rio de

Janeiro: Bertrand Brasil, 2001

PERRENOUD, P. 10 Novas competências para ensinar. Porto Alegre: ArtMed Editora, 2000.

RICHARDSON, I. & DELANEY, Y. Problem-Based Learning in the software engineering classroom. Proc. 22nd Conf. Software Engineering Education and Training CSEET '09, 2009, 174-181.

SANTORO, F. M. ; PIMENTEL, M., 2009. Tecnologias computacionais para educação. In: Chronos (UNIRIO), v. 1, pp. 83-91, 2009.

VIGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1999

 

 

 

 

 

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