Janelas - por Ione Kadlec

JANELAS

 

Janelas:  casa minha, minhas casas, casas belas.

Madeiras gastas

Entre frestas vários sóis

No chão,  formas amarelas.

Dura pouco. Chega à noite.

Os sóis, moleques inquietos,  noites adentro, se escondem

Ocultos, veem as luas.

Luas! Várias nas vagas ruas

Noivas em noite de núpcias

Enfeitadas

Estrelas assanhadas resplandecem

Pisca Pisca: crianças vagalumes

Vagando sem lume

Debocha a escuridão.

Rajada de vento  mudando sóis, luas.

Mudam-se os tempos, Camões?

Fez-se noite nas casas da minha gente.

Paredes; madeiras soltas, aberturas e vãos.

Fecham-se janelas. Que escândalo!

Nesses dias não há “sóis”

Apenas escuridão.

Andarilhos, eu, criança sem ilusão

Sem rumo, sem prumo, sem orientação da lua

A procura de sóis.

 

 

 

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