Fernando Jacques de Magalhães Pimenta - JAX - Colunista

FERNANDO JACQUES DE MAGALHÃES PIMENTA (JAX)

Dados pessoais

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 2 de junho de 1952. Tijucano, tricolor e salgueirense.

Filho de Jacques da Costa Pimenta e Malvina Magalhães Pimenta, neto do cidadão português Fernando da Costa Pimenta

Diplomata de carreira (MRE), formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestrado em Ciência Política, Universidade George Washington, EUA

Autor dos livros Traços e Troças (2015); Ibitinema e Outras Histórias (2016); No Ritmo do Jax (2019), Lamparina Luminosa, SP; e Afinal de Contos...(2019), Illuminare, RS. Participante das Antologias: Prosa e Poesia Brasileira, SOL, RJ; Contos de uma Primavera, Illuminare, RS; Afago, Afeto, Abraço: Coisas de Mae, Assis, Portugal (2019).

Apreciador de cinema, música, literatura e HQ.

 

 

 

 

 

Fernando Jacques de M. Pimenta - JAX

DOZE DIAS               Os olhinhos, bem abertos, pareciam fitar a janela do berçário, de onde mãe e pai a observavam.             Aquele olhar não refletia a alegria infantil, como...
A GAROTA DA FESTA QUE NÃO HOUVE               Lá se iam tantos meses desde que Tiago deixara o Rio de Janeiro – e sua preciosa Tijuca – para trabalhar e “assentar praça” na nova capital federal. Meses que ora pareciam simples dias ora...
DE COMO UM HOMEM FOI AMANDO ATÉ DESCOBRIR QUE CONTINUAVA CARENTE DE AMOR JAX             O mesmo homem que caminhara, na sua juventude, até descobrir que estava sem pernas*, enveredou por nova trilha tortuosa e...
DE COMO UM HOMEM FOI ANDANDO ATÉ DESCOBRIR QUE ESTAVA SEM PERNAS JAX               Comprei sapatos sete léguas, vou seguindo sem parar. Estrada asfaltada ou de terra, nada me vai desanimar. Alô, amigo! Bom dia, minha senhora! Eta...
NOITADA DE SEXTA JAX               “É HOJE!”             O brado potente de Mourão, o Pensador do Boteco, ecoou pelo escritório, como em toda noite de sexta-feira, acompanhado do...
Celeste, Cozinheira de Primeira               O capítulo derradeiro de uma infância feliz na roça tem de ser dedicado a alguém muito especial na vida de Tiago. Piedosa, simples, prestativa e amiga, Celeste foi dessas almas boas que alguns...
CHÁ-DE-SUMIÇO JAX   Tomei chá-de-sumiço, Entretido Com o reencontro De vários amigos queridos Que há muito não via.   Tomei chá-de-sumiço, Assustado Com os possíveis rumos Impossíveis Do Brasil. Deus nos livre!   Andei às voltas Com mil pensamentos, Palavras e obras, Em busca da...
FÁBULA? JAX               João e Maria - ou Maria e João, para ser mais diplomático e cavalheiresco - formam um casal que transcende o tempo normal da existência humana e bem poderia figurar em algum desses livros que registram recordes...
INERTE(S)? JAX               Lá está o corpo inerte sobre o chão. Estendido, de papo pro ar, como se descansasse. O eterno descanso que esperam os que creem.             Morto? Com...
O VÔO DA MONARCA JAX               Passaram-se semanas desde que a mulher havia viajado para tentar o tratamento no centro hospitalar daquele país distante, onde vivia o primogênito do casal. Diziam que era uma técnica pioneira, somente...
TIJUCANDO: PRAÇAS JAX               Em seus apreciados reencontros com a velha Tijuquinha, bairro onde nasceu e cresceu, Tiago invariavelmente passa por pelo menos três das muitas praças locais. Nelas encontra reminiscências de variados...
SONHOS DE REI JAX               Levantando a cabeça, o caboclo vê a condução e, imediatamente, um sorriso lhe aflora os lábios. Pela primeira vez, ela vem mais vazia. Parece que seu grande sonho irá realizar-se: viajar...
O COLIBRI VAMPIRO JAX               Otacílio levava uma vida bastante... normal, de acordo com os padrões humanos e citadinos vigentes. Logo que terminara seu curso de Administração na faculdade, recebeu convite para trabalhar em uma...
SORRIA SEMPRE, EXCETO... Jax             Ah, a alegria e a beleza de um sorriso! Já imaginaram que coisa linda seria o trajeto cotidiano iluminado de sorrisos? Todo mundo com ar de idiota, a achar graça não se sabe em quê. E as gargalhadas,...
UM FIAPINHO DE NADA JAX             Como bom descendente de portugueses, Carvalho adorava uma rica bacalhoada. Dentre outras memoráveis degustações do delicioso prato, a mais recente haveria de ficar inesquecível para...
O VELHO, A MOÇA E O BAR JAX             A moça de sorriso farto e cabelos de tom castanho-alourado, ligeiramente ondulados, chegou desacompanhada ao bar aquela noite. Decidira, à última hora, dar uma passada ali, sem combinar previamente com...
MODELO DE CV JAX               Entre as experiências comuns à maioria dos mortais, certamente está a de haver elaborado, lido ou avaliado um currículo vitae ou CV, em sua versão abreviada. Difícil saber qual o maior desafio, se o de...
SONETO PERFEITO JAX      Sete metros, sete metros, Sete metros, sete metros, Sete metros, sete metros, Sete metros, sete metros.   Sete metros, sete metros, Sete metros, sete metros, Sete metros, sete metros, Sete metros, sete metros.   Sete metros, sete...
A LUZ DAS DIVAGAÇÕES JAX               Vista à distância, a luz dos corredores dos edifícios possui algo de vazio, misterioso e melancólico. Mesmo quando se observa neles ocasional movimento de pessoas. A luz parece meio mortiça, como a...
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Os nem sempre verdes pastos do lugar               Do sítio de Chiquinha, avistava-se um morro ligeiramente alto e arredondado ao longe, no limite do horizonte, do lado de Minas. Em seu topo, a cerca viva de bambus gigantes lembrava uma...
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DESCONTÍNUO JAX               Existem muitos motivos para um instante. Escute os murmúrios do infinito. Na imensidão sem fim, vaga o espírito. É hora do nada. Em meio às estrelas, passeiam a calma e a solidão. Entre os murmúrios, soa mais...
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DE CERIMÔNIAS E DE INSETOS JAX   Transcorria, na praça principal da cidade, mais uma cerimônia dos cem, duzentos ou trezentos anos da Data Nacional (depois de algum tempo, o número exato de anos já se torna irrelevante). Os estudantes das escolas do primeiro grau sorriam, perfilados, com suas...
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