Em Recife - A poesia urbana de Valmir Jordão fecha a agenda de setembro do Palavração

Em Recife  - A poesia urbana de Valmir Jordão fecha a agenda de setembro do Palavração

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A poesia urbana de Valmir Jordão fecha a agenda de setembro do “Palavração” nesta terça (26) com Fernando Monteiro na BPE

 - O encontro ainda será marcado por lançamento de obra de Fernando Monteiro -

 

Um pernambucano finaliza a agenda de setembro do “Palavração - O Ano das Lágrimas da Chuva”, nesta terça-feira (dia 26), às 15h30, na Biblioteca Pública do Estado, em Santo Amaro, no Centro do Recife. O encontro do projeto, que antecipa as ações da Bienal de Pernambuco, traz agora um bate papo entre o poeta urbano Valmir Jordão com Fernando Monteiro que vão traçar novos olhares sobre a poesia independente, conduzida por uma geração de escritores considerados boêmios, que saíram ganhando notoriedade desde os tempos dos movimentos literários do Recife do final dos anos 70. E com isso haverá a oportunidade de proporcionar aos amantes da poesia aprofundamento a outra perspectiva poética, que, apesar de antiga, não alcança muitas vezes o grande público. “Poesia -- lato sensu -- não vem a significar apenas expressão através do verso. Poesia é POESIS: a forma de criar imagens que, às vezes, valem (ou querem transmitir) tudo que está nas trezentas páginas de um romance, por exemplo. Porém, ao mesmo tempo não é só uma diferenciação em termos de extensão ou de mera síntese. Já foi dito, uma vez, que ‘poesia é tudo que não é prosa’ (e isso é uma verdade mais que óbvia ou mais ou menos ‘engraçada’)”, destaca Fernando Monteiro, escritor, poeta e cineasta que comanda a agenda.

Poeta, compositor, performer e oficineiro, Valmir Jordão nasceu no Recife e integra o grupo de poetas boêmios no qual se encontram nomes como Marcelo Mário Melo e Xico Sá. Filiado a UBE - União Brasileira de Escritores, colaborou com diversos fanzines na cena pernambucana (como Balaio de Gato, Folha ao Vento e Poesia Descalça), organiza atualmente o “(poesia) Marginal Recife”, pela Editora Escalafobética, que reúne textos de outros poetas deste movimento de escritores independentes como Jorge Lopes e Samuca Santos. Com trabalhos que circulam muito no meio sindical, estudantil e popular, o escritor encerra a programação do mês do “Palavração” com uma boa roda de conversa sobre esse outro lado da poesia.

Em tempo, o escritor premiado e homenageado da XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, Fernando Monteiro ainda realiza na ocasião o lançamento da nova edição do seu “Mattinata”, livro lançado em 2012, e reeditado novamente numa co-edição de Nephelibata Edições (SC) e Edições Sol Negro (RN), e esgotado em pouco tempo na época.Formado por esses três poemas narrativos longos: Mattinata, Escritos no Túmulo e E para que ser poeta em tempos de penúria? O título, que em italiano remete ao período da manhã, remete-se a isso nos primeiros trechos do primeiro poema: “Primeiros sinais da manhã na madrugada ainda de mão fechada sobre a garganta das árvores” (página 09).

Esses três poemas longos com 49 páginas em Mattinata e 11 páginas aproximadamente em Escritos no Túmulo e E para que ser poeta em tempos de penúria? prosseguem uma meditação iniciada pelo seu autor com o seu “Vi uma foto de Anna Akhmátova” (Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2009). E cada um dos poemas traz as suas peculiaridades que o público poderá conferir pessoalmente durante o lançamento nesta terça-feira (26), com o próprio Fernando Monteiro também com momento de sessão de autógrafos. O primeiro desenvolve em linhas gerais o tema das horas finais de uma relação amorosa, enquanto o segundo recua para um tempo de longíquo retratando reflexões da civilização em trechos escritos em caixa alta: “DO PAÍS DA MIRRA AROMÁTICA E DOS MARFINS TÃO ALVOS QUANTO O BRANCO RISO DO ESCRAVO DE OPACOS JOELHOS LACERADOS NOS DECUMANI, PODIA VIR A SURPRESSA DE VER A PRÓPRIA SEPULTURA MUITO ANTES DO TEMPO QUE DEVOROU IGUALMENTE A ROMA IMPERIAL E A BEÓCIA EXTRA-MUROS” (página 54). E, por fim, esses ecos reflexivos que mostram a vulgaridade da sociedade no texto anterior se desdobram no terceiro poema “E para que ser poeta em tempos de penúria?”, a partir de uma espécie de elegia em torno da morte do poeta Roberto Piva, em 2010.

Promovido pela Ideação com incentivo do Funcultura, o “Palavração” com Valmir Jordão acontece nesta terça (dia 26), às 15h30, na Biblioteca Pública do Estado, localizado na Rua João Lira, ao lado do Parque 13 de Maio, em Santo Amaro. Além do bate-papo presencial, o diálogo pode ser conferido ainda através de transmissão ao vivo, via streaming, pela fanpage da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco:https://www.facebook.com/BienalPernambuco/. E na sequência, Fernando Monteiro realiza o lançamento e a sessão de autógrafos.

 

SERVIÇO

Palavração - “O Ano das Lágrimas da Chuva!” com Valmir Jordão

Quando: Terça, dia 26 de setembro, às 15h30.

Onde: Biblioteca Pública do Estado (Rua João Lira, s/n, ao lado do Parque 13 de Maio, Santo Amaro)

 

Informações e Transmissão ao vivo: https://www.facebook.com/BienalPernambuco/


 

 

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