B. Demetrius - Entrevistado

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)


B. Demetrius é diretor de arte, ilustrador, redator e escultor  especializado em design de personagens e monstros. Apaixonado desde a infância por ciências, videogames, viagens espaciais e rock’n’roll, cresceu amontoando em sua mente tudo o que pôde sobre séries de ficção científica espacial, alienígenas – endoparasitários ou não –, robôs gigantes japoneses, supersoldados anabolizados, computadores com problemas de ego, artes marciais e piadas de mau gosto.

Quando criança, morria de medo do Alien (aquele mesmo), que acreditava viver debaixo de sua cama, o que gerava aventuras apavorantes entre suas idas ao banheiro durante a noite.

 

“Se você estiver lendo o “Log#1525” e um sujeito estranho lhe pedir para tirar um selfie com você e o livro, sorria, sou eu sendo fã-boy de meus leitores.”

 

Boa Leitura!

 

Escritor B. Demetrius, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos como surgiu inspiração para “LOG #1525”?

B. Demetrius – Olá! O prazer é todo meu! “Log#1525” é o desenvolvimento de uma antiga redação feita ainda em meus tempos de escola, na antiga 6ª série. Em 2015, eu havia encerrado um contrato de trabalho e resolvi permanecer fora do mercado de propaganda por um tempo. Principalmente para atualizar meu portfólio e trabalhar em projetos pessoais. Então, fazendo uma busca em arquivos antigos encontrei o material que utilizei em uma aula de criação de games e, anexo, estava o texto base derivado da antiga redação, junto dele, alguns sketches. Eu estava com tempo de sobra e resolvi arriscar. “Quem sabe não dá certo?” Pensei em voz alta.

Bom, cá estamos nós vários meses e várias revisões e versões depois.

 

Para a construção do enredo você criou um mundo específico. Quais os principais desafios para construção do enredo que compõe a obra?

B. Demetrius – “Log#1525” é um Sci-Fi escrito em monólogo. O grande desafio que me impus ao escrevê-lo foi dar a sensação ao leitor de que ele estaria tão perdido e desorientado quanto o protagonista. Ao lado dele, dentro de sua mente e, depois de imerso, que o leitor pudesse também ouvir o Boris dentro de sua cabeça, ao ter que presumir sempre quais seriam suas falas.

 

Quais os principais personagens de “LOG#1525”?

B. Demetrius – Temos apenas o Major. O Boris está lá, o leitor acredita que está, eu sei que ele está. Porém, apenas o Major tem a certeza de que ele está lá e sabe o que ele diz.

 

Apresente-nos o livro.

B. Demetrius – Olha, um outro autor e também blogueiro, o Marcio Zanini, escreveu:
“Pense em Náufrago, só que futurista ou mesmo em Perdido em Marte. É tão bom quanto. Com a diferença de que em ‘LOG#1525’ tudo é muitooooooo mais tecnológico e criativo.” Já o Dramaturgo e crítico literário Robertson Frizero escreveu em seu blog: “... um thriller inquietante que ganha traços de fino humor e de terror inesperado. Não é pouca coisa para um livro de ficção científica de um autor estreante”. Eu me limitaria a dizer que é um livro sobre as desventuras do minerador espacial brasileiro mais mal-humorado e desbocado que este setor do braço de Órion tem notícia.

 

Como foi a escolha do título?

B. Demetrius – Bom, o título foi construído para ser facilmente lido em qualquer língua que o livro venha a ser publicado sem a necessidade de traduções ou alterações. Foi levado em consideração a versão para o mercado anglofônico. Desde a contagem de letras, velocidade de assimilação e repetição, se era enigmático o suficiente e, ainda, se seria um título forte para o gênero Sci-Fi.

 

O que mais o encanta no enredo que compõe a obra?

B. Demetrius – A solidão do Major e suas descobertas entre uma desventura e outra.

 

Apresente-nos “LOG#1525” em duas palavras.

B. Demetrius – (Como diria o Major) “É, ferrou.” (só que bem mais chulo)

 

Onde podemos comprar o livro?

B. Demetrius – No site da Chiado Editora:

https://www.chiadoeditora.com/livraria/log1525
e também nas grandes redes de livrarias do Brasil, Portugal, Angola e Cabo Verde.

 

Quais os seus principais objetivos como escritor?

B. Demetrius – Bem, eu tenho uma frase que aprendi com um velho amigo, o escultor Marco Aurélio R. Guimarães. Assim como ele, acredito que tudo o que fazemos deve deixar algum tipo de resíduo.

Minha escrita é meu resíduo.

Essa é minha pretensão: deixar um resíduo.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor B. Demetrius. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

B. Demetrius – Se você estiver lendo o “Log#1525” e um sujeito estranho lhe pedir para tirar um selfie com você e o livro, sorria, sou eu sendo fã-boy de meus leitores.

 

 

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